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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Biblioteca Abdias Nascimento torna-se Ponto de Leitura

A Biblioteca Abdias Nascimento, primeira biblioteca comunitária especializada em cultura afro-brasileira e africana no Subúrbio Ferroviário de Salvador-Bahia, é uma das instituições contempladas no Prêmio Mais Cultura de Pontos de Leitura do Estado da Bahia.

Segundo seu coordenador, Eduardo Pereira Odùdúwa, o prêmio significa o reconhecimento pelos 4 anos de atuação da biblioteca no desenvolvimento de ações de incentivo à leitura e valorização da história e cultura afro-brasileira e possibilitará a expansão de suas atividades, como a ampliação do acervo, oferecimento de curso gratuíto de Língua Yorubá, além da continuidade de ações como mostras de vídeos, saraus, contação de histórias e encontros com Povos de Terreiro.

A cerimônia de premiação acontecerá amanhã, 18 de julho, na Biblioteca Publica do Estado da Bahia.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Libras em Foco em cartaz na Galeria Xisto Bahia

Exposição fotográfica com curadoria de Ana Paula Pessoa é uma das selecionadas no programa de cessão de pautas gratuitas da FUNCEB

A valorização da expressão artística e cultural dos surdos é o ponto de partida da exposição fotográfica Libras em Foco, com curadoria da arte-educadora Ana Paula Pessoa, uma das selecionadas no programa de cessão de pautas gratuitas em galerias da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) para o ano de 2012. Pautada para ocupar o Espaço Xisto Bahia (Barris, Salvador/BA), a abertura da mostra acontece em 13 de julho (sexta-feira), às 19 horas, e terá visitação de 14 de julho a 5 de agosto, de segunda a sexta, das 9 às 21 horas, e aos sábados e domingos, das 16 às 21 horas, com entrada gratuita.

Resultado das atividades realizadas no curso Libras em Foco, que utiliza o aprendizado da técnica fotográfica e do desenvolvimento do olhar estético numa ação de arte-educação inclusiva, a exposição conta com aproximadamente 100 fotografias, produzidas entre 2010 e 2012 pelos adolescentes estudantes da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos da Bahia (APADA). São registros do bairro do Rio Vermelho (onde fica a sede do APADA), do evento Casulos da Inclusão, além de museus e galerias onde foram ministradas as aulas de campo.

O programa de cessão de pautas gratuitas em galerias da FUNCEB registrou, este ano, 40 propostas inscritas, sendo sete delas oriundas do interior da Bahia. Deste total, 11 foram selecionadas: sete de Salvador e quatro de outras cidades baianas. Durante cerca de 30 dias, em períodos diferentes, cinco exposições vão ocupar, além da Galeria Xisto Bahia, também a Galeria do Conselho, anexa ao Palácio da Aclamação, no Campo Grande.

Exposição Libras em Foco

Onde: Galeria Xisto Bahia

Rua General Labatut, 47 – Barris; subsolo da Biblioteca Pública do Estado da Bahia)

Abertura: 13 de julho (sexta-feira), 19 horas

Visitação: 14 de julho a 5 de agosto, segunda a sexta, 9 às 21 horas; sábado e domingo, 16 às 21 horas

Quanto: Grátis

Apoio: FUNCEB/ SecultBA

domingo, 8 de julho de 2012

Encerram-se Amanhã as Inscrições para a 2ª Chamada do Calendário das Artes 2012

Edital premia propostas das diversas linguagens artísticas a serem realizadas entre 1º de outubro e 31 de dezembro deste ano e que incentivem o desenvolvimento das artes nos Macroterritórios da Bahia

Estão abertas até 9 de julho as inscrições da 2ª Chamada do Calendário das Artes 2012, mecanismo de incentivo a projetos artísticos e culturais de pequeno porte na Bahia, que objetiva estimular o desenvolvimento das artes no estado. Promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), o edital concede prêmios de até R$ 13 mil e abrange as áreas de Artes Visuais, Audiovisual, Circo, Dança, Literatura, Música, Teatro e Artes Integradas. Nesta 2ª Chamada, o Calendário das Artes vai apoiar propostas que sejam iniciadas de 1º de outubro a 31 de dezembro deste ano. As instruções para participação e os documentos do edital estão disponíveis no site www.fundacaocultural.ba.gov.br/calendariodasartes. Feito de forma calendarizada, com a finalidade de organizar as solicitações e a distribuição de recursos ao longo do ano, o Calendário das Artes se fundamenta na acessibilidade e ampliação do investimento na produção artística de toda a Bahia, considerando sua grande diversidade e dimensões territoriais. Neste sentido, o edital inclui premissas que buscam abarcar propostas de todas as regiões do estado em quantidade igualitária: a avaliação dos projetos é feita de forma territorializada e os inscritos de cada Macroterritório da Bahia concorrem apenas entre si. As comissões de seleção são também específicas e formadas, além de membros do Estado, por representantes locais e de diferentes origens dentro do estado, escolhidos através de consulta a entidades artísticas e culturais das diferentes regiões. Com aporte financeiro total de R$ 546 mil, serão no mínimo 42 projetos contemplados, com previsão de que sejam pelo menos sete propostas premiadas de cada um dos seis Macroterritórios da Bahia. São priorizadas as oriundas e/ou realizadas em benefício de populações com menor acesso a produtos culturais e que privilegiem a diversidade cultural, envolvendo as mais variadas ideias de artistas, grupos e produtores, amadores ou profissionais. O edital é aberto a Pessoas Físicas que residam na Bahia e tenham idade igual ou superior a 18 anos, brasileiros natos ou naturalizados, ou estrangeiros com permanência legalizada, e a Pessoas Jurídicas de Direito Privado, estabelecidas na Bahia e com atuação artístico-cultural definida em seu estatuto. Para se inscrever, o proponente deve preencher o Formulário de Inscrição, apresentando sua proposta, e enviá-lo via Correios, apenas por correspondência registrada ou serviço Sedex e com Aviso de Recebimento, para o endereço de inscrição do Macroterritório em que reside – cada um dos seis Macroterritórios tem um local específico de recebimento. O Calendário das Artes foi concebido através de um processo de diálogo com a sociedade civil e requalifica oCalendário de Apoio a Projetos Culturais, que foi realizado entre 2008 e 2011. No ano passado, o Calendário de Apoio distribuiu R$ 563 mil para 64 projetos selecionados dentre 650 inscritos. Já o Calendário das Artes, somando as suas duas Chamadas de 2012, vem disponibilizar mais de R$ 1 milhão para a execução de mais de 80 projetos. A 1ª Chamada do Calendário das Artes e as mudanças para a 2ª Chamada – Com inscrições abertas de 17 de fevereiro a 2 de abril, a 1ª Chamada do Calendário das Artes se voltava a apoiar projetos com data inicial de realização entre os dias 1º de junho e 31 de agosto deste ano. Foi registrado um número bastante expressivo de inscritos: 1.071 propostas oriundas de todos os 27 Territórios de Identidade da Bahia, das quais 43 foram selecionadas, abrangendo 34 cidades baianas e alcançando 26 dos 27 Territórios. Serão oito projetos de Teatro, sete de Artes Integradas, sete de Música, seis de Literatura, cinco de Artes Visuais, cinco de Dança, quatro de Audiovisual e um de Circo iniciando suas ações nos próximos meses. Sendo um mecanismo novo, lançado em 2012 com o objetivo de atender às demandas da sociedade civil e da realidade do cenário artístico-cultural do estado, o Calendário das Artes é realizado em edições independentes, para que ele possa ser aprimorado a cada nova Chamada. Assim, em escuta às considerações feitas pelo público em espaço aberto de avaliação disponibilizado no site, além de através de e-mail e telefone, a FUNCEB reavaliou a questão do envio de propostas exclusivamente via serviço Sedex, item exigido aos participantes da 1ª Chamada. Agora, as propostas, que devem ser sempre emitidas por Correios, podem ser também postadas por correspondência registrada, com Aviso de Recebimento. Além disso, a minuta e o Formulário de Inscrição foram revisados e estão ainda mais didáticos e indicativos de suas normas, para evitar os erros mais frequentes registrados na 1ª Chamada. Calendário das Artes – Inscrições da 2ª Chamada de 2012 Quando: 25 de maio a 9 de julho Onde: inscrições via Correios, apenas por correspondência registrada ou serviço Sedex e com Aviso de Recebimento (endereços de postagem estão descritos no edital – cada Macroterritório tem um local específico de recebimento) Inscrições gratuitas Site: www.fundacaocultural.ba.gov.br/calendariodasartes Informações: 71 3324-8505 (14 às 18 horas) | calendario.artes@funceb.ba.gov.br Realização: FUNCEB/ SecultBA Apoio: Educadora FM/ TVE Bahia/ IRDEB

sábado, 7 de julho de 2012

Lei define hip hop como movimento cultural popular

Foi sancionada, na semana passada, a Lei 5.472/2010 que define o hip hop como movimento cultural de caráter popular, no Rio de Janeiro. A lei proíbe qualquer tipo de discriminação ou preconceito de natureza social, racial, cultural ou administrativa contra o gênero musical na cidade. Os artistas deste estilo passam, então, a ser declarados como agentes da cultura popular, recebendo o mesmo tratamento, por exemplo, de artistas de samba. Confira a lei clicando aqui.

Prazo de inscrições para as Bolsas de Criação e Circulação Literária vai até 02 de agosto

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, lança em âmbito nacional os Editais Bolsas de Criação e Circulação Literária BN/Funarte. As inscrições podem ser feitas até o dia 02 de agosto. O projeto tem investimento total de R$ 1,6 milhão. Serão oferecidas 30 bolsas voltadas para a criação literária, no valor de R$ 15 mil cada, direcionadas a escritores iniciantes. O objetivo do edital é promover o desenvolvimento de projetos de criação de romances, contos, crônicas, novelas e poemas. Já para o edital de circulação literária serão destinadas 20 bolsas, no valor de R$ 40 mil, com o intuito de concretizar projetos voltados à promoção e difusão da literatura por meio de oficinas, cursos, contação de histórias e/ou palestras. O presidente da Funarte, Antonio Grassi, ressalta que a iniciativa permite aos novos escritores circularem pelo país com suas obras, e que a parceria entre a Funarte e a Biblioteca Nacional possibilita o desenvolvimento de várias ações, como a participação do Brasil na Feira de Frankfurt, Alemanha, e a realização do Ano Brasil-Portugal. Ele afirma também, que o resultado das ações comprova a eficácia do programa, que nas últimas edições teve 50% das obras publicadas, o que reforça a possibilidade de ampliação das Bolsas. Para Grassi, a participação da Biblioteca Nacional no concurso traz a possibilidade de uma avaliação e de um acompanhamento dos projetos de forma mais refinada. “Não basta lançarmos um edital e darmos um prêmio, temos que acompanhar e ver o desdobramento dele e a parceria com a BN vai possibilitar isso”. Antônio Grassi disse também que espera conseguir mais recursos para ampliar o número de contemplados, uma vez que a instituição tem a expectativa do aumento da quantidade de suplentes. O presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, explicou que os Editais de Criação e Circulação Literária estão relacionados a várias ações da FBN, como a Caravana de Escritores, o Circuito Nacional de Feiras de Livro e Festivais Literários que, em 2011, devem envolver 200 iniciativas. Galeno acrescentou ainda que a instituição pretende estimular os proponentes a interagirem com estes outros projetos, além de participarem dos Saraus e da programação cultural. O presidente da FBN afirmou também que os selecionados pelas Bolsas poderão participar dos Comitês do Proler, nos municípios atendidos pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, principalmente aqueles que venham a ser contemplados com as Bolsas de Circulação Literária. Galeno Amorim destacou que a iniciativa vem coroar de maneira expressiva o esforço comum das duas instituições no âmbito do Plano Nacional do Livro e Leitura, implantado pelo Ministério da Cultura. Clique abaixo para mais informações e acesso aos editais Bolsa Fundação Biblioteca Nacional / Funarte de Criação Literária Bolsa Fundação Biblioteca Nacional / Funarte de Circulação Literária

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Cresce o número de pessoas que se autodeclaram negras, segundo o IBGE

O Censo Demográfico 2010 – Características Gerais da População, Religião e Pessoas com Deficiência, divulgado na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que apesar de já ser predominante no Brasil, a população negra ainda sofre com a desigualdade racial. Em comparação com o Censo realizado em 2000, o percentual de pardos cresceu de 38,5% para 43,1% (82 milhões de pessoas) em 2010. A proporção de pretos também subiu de 6,2% para 7,6% (15 milhões) no mesmo período. Esse resultado também aponta que a população que se autodeclara branca caiu de 53,7% para 47,7% (91 milhões de brasileiros). O analista socioeconômico do IBGE, Jefferson Mariano, afirma que essa mudança de cenário faz parte de uma mudança cultural que vem sendo observada desde o Censo de 1991. “Muitos que se autodeclaravam brancos agora se dizem pardos, e muitos que se classificavam como pardos agora se dizem pretos. Isso se deve a um processo de valorização da raça negra e ao aumento da autoestima dessa população”, diz. O analista, no entanto, afirma que “o Brasil ainda é racista e discriminatório”. “Não é que da noite para o dia o país tenha deixado de ser racista, mas existem políticas. As demandas (da população negra), a questão da exclusão, tudo isso começou a fazer parte da agenda política”, afirma Mariano. Nível superior – O novo volume do Censo Demográfico de 2010 apontou a grande diferença que existe no acesso a níveis de ensino pela população negra. No grupo de pessoas de 15 a 24 anos que frequentava o nível superior, 31,1% dos estudantes eram brancos, enquanto apenas 12,8% eram pretos e 13,4% pardos. Para o presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, a política das cotas nas universidades brasileiras é um dos caminhos mais importantes para que esses números não se repitam no próximo Censo. “A construção da igualdade no Brasil está diretamente ligada à educação”, afirma. “Ao aprovar a constitucionalidade das cotas, o STF já deu início a essa longa caminhada, que faz valer a nossa Constituição e o Estatuto da Igualdade Racial em sua plenitude”, completa. Mercado de trabalho – A nova publicação também traz um dado que não é mais novidade: os brancos continuam recebendo salários mais altos e estudando mais que os negros (pretos e pardos). Segundo o levantamento, essa realidade é ainda mais acentuada na região Sudeste, onde os rendimentos recebidos pelos brancos correspondem ao dobro dos pagos aos negros. A menor diferença é observada na região Sul, onde a população branca ganha 70% mais que aquela que se autodeclarou preta. Jefferson Mariano aponta que esses indicadores pouco mudaram com o passar dos anos. “Nós até observamos uma redução da desigualdade nesse aspecto, mas a queda é muito tímida”, diz. População negra nos estados brasileiros – A distribuição por raça entre os Estados refletiu padrões históricos de ocupação e movimentos relacionados à dinâmica econômica, segundo o IBGE. A população de pardos, por exemplo, é mais comum no Nordeste e no Norte (com destaque para o Pará, com 69,5% de pardos), enquanto os pretos estão mais presentes nos Estados da região Nordeste, principalmente na Bahia, onde 17,1% se autodeclararam pretos (2,4 milhões de pessoas). O segundo Estado com o maior número de pessoas que se dizem pretas, no entanto, está na região Sudeste: o Rio de Janeiro tem 12,4% de pretos, o que corresponde a 2 milhões de pessoas. No Estado de São Paulo, a maioria se classificou como branca (63,9%), seguida pela população parda (29,1%) e preta (5,5%). Pessoas com deficiência – Em 2010, quase 46 milhões de brasileiros, cerca de 24% da população, declarou possuir pelo menos uma das deficiências investigadas (mental, motora, visual e auditiva). Desse número, a maioria é formada por mulheres, inclusive nos grupos de cor ou raça, onde quase 1/3 (um terço) das mulheres negras possui alguma deficiência (23,5% dos homens e 30,9% das mulheres, uma diferença de 7,4 pontos percentuais). Fontes: Portal UOL e IBGE.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Mapeamento inédito sobre diáspora africana estimula ensino da história e cultura da África

Por Denise Porfírio

Resultado de uma pesquisa realizada pelo professor do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília, Rafael Sanzio dos Anjos, o Mapa temático educacional: geopolítica da diáspora África – América – Brasil – séculos XV – XVI – XVII – XVIII – XIX: cartografia para educação disponibiliza dados sobre um amplo e inédito mapeamento dos deslocamentos dos povos africanos durante quatro séculos de escravagismo e colonialismo. Fruto de um trabalho de 15 anos, o estudo tem como objetivo instrumentalizar o educador brasileiro para a compreensão do papel do tráfico negreiro, da escravidão e da diáspora africana na configuração do mundo contemporâneo. Segundo Sanzio, o propósito do estudo é colaborar efetivamente no processo de valorização do continente africano e de explicação da formação territorial e populacional brasileira a partir desses grandes deslocamentos, que atravessaram quatro séculos. “O preconceito do brasileiro em relação aos africanos deriva, em grande parte, do desconhecimento de sua própria matriz geradora”, avalia. “Os brasileiros têm de conhecer – e reconhecer – a sua verdadeira origem. As matrizes africanas em nosso país carecem de bases informacionais diversas e variadas”, complementa. O Mapa apresenta a representação gráfica dos fluxos migratórios, apontando as direções e rotas dos movimentos territoriais que compreenderam diversos grupos humanos. Os principais eixos que compõem o produto são os seguintes: as grandes unidades étnicas dos povos africanos, os sentidos desses deslocamentos para várias partes do mundo, referências dos principais portos e cidades que se estruturaram e enriqueceram com o tráfico negreiro. Integram ainda o mapa as representações dos movimentos de produtos tropicais e mercadorias envolvidas no que chama de “capitalismo brutal e primitivo”, as extensões dos espaços de importação forçada das populações africanas e, por fim, as organizações quilombolas e localidades com registro de resistência social ao sistema opressor. O produto cartográfico colorido em grande formato (1,20m x 1,74 m) está sendo vendido por R$ 100. Informações adicionais podem ser encontradas no site www.ciga.unb.br

Quarta que Dança promove circulação de trabalhos de Dança pela Bahia

Em sua quarta semana, projeto realiza seis apresentações em Salvador, Alagoinhas e Itacaré com artistas e grupos de diferentes origens

A programação da 14ª edição do Quarta que Dança, promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), chega à sua quarta semana. Na próxima quarta-feira, 11 de julho, seis trabalhos realizados por artistas e grupos de diferentes origens dentro da Bahia serão apresentados em Salvador, Alagoinhas e Itacaré. Na capital, dois trabalhos em processo de criação são encenados em sequência no Centro Cultural Plataforma, a partir das 20 horas, com ingresso único ao valor de R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia): Dança das Palavras, de Jean Souza, oriundo de Candeias, e Danço Som, de Juana Navarro e Cia. Gueri-gueri, de Salvador. Nesta categoria, o público acompanha o andamento de processos criativos na concepção de novas obras, dando espaço para o desenvolvimento de pesquisas artísticas em dança, o que ocorre também através de um bate-papo posterior às apresentações. Os debates são acompanhados por um profissional convidado da área, que participa das apresentações públicas e dá suporte ao processo de construção da coreografia. Também em Salvador, dois projetos fazem sua terceira e última apresentação dentro do Quarta que Dança 2012, finalizando sua passagem na programação e dando ao público mais uma oportunidade de conferi-los: a intervenção urbana Colapso, de Ariana Andrade, será encenada na estação de trem da Calçada, às 16 horas, numa performance gratuita, e o espetáculo Xou, de Vanessa Mello, ocupa o palco do Cine-Teatro Solar Boa Vista, às 20 horas, com ingressos a R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia). Já os espetáculos De Dentro, da Qualquer Um dos 2 Cia. de Dança, de Juazeiro, vai para Alagoinhas, onde se apresenta no Centro de Cultura de Alagoinhas, às 20 horas, e Os Filhos dos Contos, de Verusya Correia, faz sessão também às 20 horas na sua cidade de origem, Itacaré, no Espaço Cultural Tribo do Porto. Os ingressos também custam R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia).

MMA lança edital de R$ 500 mil para projetos de comunidades tradicionais

O Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio do Programa de Apoio ao Agroextrativismo e aos Povos e Comunidades Tradicionais, lançou edital no valor de R$ 500 mil para financiamentos de projetos de comunidades tradicionais. O edital está estruturado em três bases temáticas: iniciativas de capacitação em produção sustentável, agroecologia e agrobiodiversidade, geração de renda e gestão ambiental do território para agricultores familiares, povos indígenas e povos de comunidades tradicionais; cadeias produtivas, mercados e iniciativas associadas ao agroextrativismo, à sociobiodiversidade e à agrobiodiversidade; políticas públicas de sustentabilidade sócio-econômica e ambiental para o agroextrativismo, agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais e povos indígenas. As áreas contempladas são o fortalecimento e a capacitação para a produção sustentável, gestão ambiental territorial, promoção e aprimoramento econômico do setor agroextrativista. Serão destinados até R$ 50 mil para projetos regionais e R$ 100 mil em âmbito nacional, a serem executados no prazo de seis meses. O recebimento de propostas será por meio de demanda espontânea até o encerramento dos recursos ou a critério do Departamento de Extrativismo do Ministério do Meio Ambiente. Podem enviar projetos ONGs, movimentos sociais e organizações comunitárias com atuação na área ambiental, socioambiental e de desenvolvimento sustentável, com mais de um ano de experiência.